Ser eu é tão bom.. abaixo a guarda dois segundos, dois socos na cara... aiai...
Mas eu to feliz. seguro, olhando pra frente. focando em trabalho. é o melhor a fazer.
Escrevo para mim
Ou para ninguém
Que me lê aqui. (Se é que existe alguém em mim)
Não há mais links
Entre o que escrevo
E o que sinto
E sentir é grande
É dádiva
Só quem sente
Consegue sorrir
E chorar, e cantar
E viver plenamente (Minimamente)
Porque viver
É sofrer, é lutar
É uma batalha diária
Contra a entropia
O decaimento celular
A finitude (Ahh, há finitude, sempre acaba.)
Viver é lutar.
Escrevo pra mim
Para que eu lembre
Mesmo ninguém lendo
Mesmo que meu livro não exista
Mesmo que minhas musicas não toquem (Nada toca, atualmente)
Mesmo que eu seja só uma voz vazia
Ecoando dentro de mim
Eu escrevo para mim
Para me lembrar sempre
O ruim, o bom, o eterno e o etéreo (A forca, a força)
Viver é lutar
Contra a entropia
Isso é o importante (Para quem abre o coração)
E organizar letras
Representando fonemas
Em palavras com significado
Inventado por seres humanos
Em comunidade, e reunindo
Essas palavras em sentenças
Que formam ordem
Diante do caos.
Escrever é viver
É lutar contra a entropia.
Lutar contra a finitude
Porque tudo acaba
E lutar contra o fim
É o que nos faz vivos. (Sitios, casos, planos, enfins..)
Entropia é desordem
Entropia é caos
Entropia é a falta de troca
Entropia é o fim da mudança. (Ser feito de mudanças dói
Pois encarar quem se é
É perceber que não se é
Nunca o que é necessário)
Viver é lutar!
(Por mais fraco que sou, eu luto, em luto.
E escrever é minha forma de reorganizar o universo
Refazer ordem, desfazer o aleatório
Conquistar através do texto
Meu sempre novo eu)
Tem dias que esquecemos.
E a entropia vence
Uma mão aberta, vindo na cara
E lembrando que o fim é implacável
Não importa o quão forte sejamos.
Talvez eu devesse seguir conselhos
E fazer outras coisas.
Talento é para quem pode
Amar é para quem pode
Viver é para quem pode.
Eu posso
Lutar
Diariamente
Sozinho
Contra a entropia
Que desfaz os gradientes
E torna tudo homogêneo
Sem importância
Sem mudança
Sempre igual a como sempre foi.
Se foi... como sempre...
Dias e dias.
Entropia!
Lean Valente
12/05/2025 11:40
Abraço as águas ao meu redor
Me envolvo, me entrego
Me abro de dentro pra fora
E bebo com gosto
O que me pega
Que me enlaça
Com imensidão e sonho
Espera e gozo
Desejo e futuro.
Amo o profundo.
Por vezes mergulho
E é impasse
É sem interesse
É raso.
Bato a cabeça
Paralizo
Do pescoço pra baixo
Hospital
Remédios
Recuperação
Por vezes, cadeira de rodas
Até conseguir novamente subir na pedra
E pular em outro mar.
Amo o profundo
Por vezes, não é tão fundo.
Lean Valente
25/04/2025
22:17