segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vê se você lembra porque eu to com anemia.

Como já dizia o velho deitado: Quem lembra muito esquece pouco. E eu esqueço tudo. Chego às raias de esquecer compromissos inadiáveis. Aliais, não só esqueço como marco outras coisas pro mesmo dia, pro mesmo horário, indiscriminadamente.

Certa vez, eu havia combinado com todos os meus 5 amigos para irmos a alguns lugares distintos em uma sexta-feira. Sendo que os amigos eram de grupos diversos, e não interagiam entre si, até os locais eram distantes (tipo Lapa e Bangu). No frigir dos ovos malemolentes, fiquei em casa, vendo Pânico na TV reprisado...

A anemia é uma doença crônica, como a amnésia. Doença, esta última, que me faz não lembrar de coisas essenciais como por exemplo a forma como se escreve essenciais (eu amo o corretor do Word), ou datas importantes, ou até mesmo que tenho que comprar café porque ele acabou e só percebo quando faço café (às duas da manhã) e tudo está fechado. O facto de tratar amnésia por anemia é puramente ilustrativo e surgiu de um lapso momentâneo da razão (que é um cd do Pink Floyd) no qual esqueci como se dizia o nome daquela doença que esquecemos as coisas. Anemia nível 10.

Bom, back to the main point, eu esqueço. Esqueço até que tenho que dormir, que tenho uma casa ótima em São Pedro da Aldeia, esqueço que tem panela no fogo (um dos motivos pelo qual eu não cozinho feijão), que estou com o pc ligado. Esqueço tudo. Até posts do bloguin querido.

Eu tive idéias ótimas para escrever posts geniais. Mas ficaram todos em algum buraco cego da minha mente. Não sei se existe vórtex de pensamentos, mas se houver, certamente ele habita em algum local entre as sensações de cheiro e paladar do meu cérebro. Esqueço tanto que bloqueei alguns fatos importantes da minha vida que gostaria de não ter esquecido. Como por exemplo toda a minha 5ª série ginasial (atual ensino fundamental), todos os anos de 1993 até 1996, grande parte de minha infância saudosa e alguns acontecimentos recentes. Só não esqueço desgraças (sou capaz de citar todos os tocos que tomei, todas as pessoas que perdi e todas as manias feias que tenho).

Mas tem uma coisa que não esqueço. As pessoas que amo. Todas elas. Desde a primeira (Mara, meu primeiro beijo que segundo alguns foi precoce, com 6 anos) até minhas amigas queridas, meus irmãos inseparáveis, sem falar nos Rangers, o grupo especiais de 6 melhores amigos. Esses eu nunca esqueço. Mesmo porque eles estão sempre rondando minha vida. De resto, esqueço mesmo. Esqueço até a frase que tinha projetado pro fim desse post. Então vai terminar assim. Fim.

Ps.: eu preciso de uma agenda... se marcarem compromisso comigo, me lembrem, porque, como diz o título do post, vê se me lembra porque eu to com anemia.


Post feito ao som de Franz Ferdinand, cujo show eu gravei na MTV mas sempre esqueço em que fita está.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

já não sei se é pior com você ou sem.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Speed Racer

"De dentro do meu carro eu vejo a chuva, o sol, o vento, e as núvens dando voltas na lagoa e eu penso: 'a vida nem sempre é boa'"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

We belonged to a bird
Who cast his shadow on this world
You were a blessing and I was a curse
I did my best not to make things worse, for you
It isn't true

domingo, 15 de novembro de 2009

Quem perde?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tormenta.

Barroco, como teatro
como igreja
como escultura
como Compostela
como idade média
como gregorianos
como Ouro Preto

Cansei de ser moderno
mas não há nada mais moderno
que negar o próprio ser.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cada macalho no seu gaco

Nem eu sei
pensar
eu danço minhas cordas bambas
sambo num pé só
pra ver se despedaço
pra ser desesperado
nem sei

Fulano de cima
falou que eu não tenho direito
ou será que me disse o contrário?

cada macalho no seu gaco.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Timidez

Cruzando essa linha tênue entre
Não
Não cruzando linhas
Mantendo posição
Compondo defesas em um jogo de guerra
Que só tem sentido em 1984
Tomando partido
Dançando
Entre lá e cá do muro
Brilhantemente
Esquivando
Sem tocar o solo
Em vôo salto
Alto
Daqui pra'lí... Sem ir
Sem voltar
Parado no mesmo lugar.

Te vejo em fronte
No front
Esperando um ataque
Ou uma rendição
Não sei bem o que fazer
Não sou desses
Não sou bélico nem feriado
Não sou mestre
Não sou coitado
Rima pobre de quem sou eu
Eu ainda não sei.

Ah, bobagens da tarde
Pensando aos montes
Porque essa é a linha
Esse é o caminho
Assim me foi dito.
Ou não.
Ou não sei mais o que fazer
Daqui sentado, meus estados
Fecham fronteira
Embargam alfândegas

Objetivo: conquistar territórios?
Nem se eu tivesse chances.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Enquanto isso...

Blog reestruturado, muita coisa mudou desde a última postagem. O mundo caminha e eu continuo aqui, me achando certo, mas podendo estar errado. Dentre tantas coisas que gostaria de falar, nada que importe de verdade. Esse poderia ser um ótimo espaço para fazer propaganda da minha banda, ou para falar da minha vida particular, mas não foi com esse intuito que o blog foi criado, então vou falar frivolidades que é o que realmente existe de interessante nesse momento.
“A Segunda Guerra é uma mentira contada pelos vencedores” – diz a Super desse mês... como se ninguém soubesse que o pós-guerra contado a todos nós foi mais uma campanha americana pró-capitalismo. Depois de dias resolveram revisitar a maior guerra já vista pela humanidade. Grandes coisas, muito mais gente morre por conta da fome e falta de água e saneamento no mundo e ninguém revê certos conceitos idiotas de consumo. Quem sabe depois de 70 anos do fim da água potável alguém estude historicamente as causas e aponte novas formas de se olhar o declínio da civilização humana como raça superior...
Tá, discurso ambientalista não, né, Lean... sabe como é.. trabalhando na Secre.. (opa, nada de discurso pessoal). Vamos falar então de futebol..
É, os times cariocas vão mal.. mal das pernas e do bolso. O melhor é o Vasco que é líder.. da segunda divisão.. parece que o barco ta afundando cada vez mais para nós.. o que tem mais a dizer? O que muda? Verdão na ponta (com Muricy), São Paulo vivo como nunca, Inter, Goias (que sempre faz boas campanhas e nunca chega a lugar algum), algum time do interior de São Paulo (onde jorra dinheiro não se sabe de onde..), enfim.. tudo igual no cenário futebolístico tupiniquim. Não dá nem pra falar muito...
Fórmula um.. Rubinho prestes a ser novamente vice campeão mundial.. e olha que o Shummy se aposentou faz tempo.. ainda tentou voltar o coitado, mas o pescoço impediu.. uma pena..
A política vai bem, obrigado, com senadores em apuros e tudo. Parece até novela..
E por falar em novela, acaba hoje mais uma epopéia internacional da Globo.. o alvo agora foi a Índia, como já havia sido o Marrocos e a Grécia. Estereótipos imbecis, vícios de linguagem ridículos que não demonstram nem 1% do que é a cultura indiana, e o pior, ainda mostra de uma forma caricaturada um povo tão sofrido e pobre que mereceria ao menos o nosso respeito. Confesso que não assisti a nenhum capítulo inteiro, até mesmo porque não me interesso por novelas, mas para aqueles que viram, bela perda de tempo vendo o desfecho. Quem casa com quem, quem batem em quem, quem é o filho perdido que retorna para tomar o lugar de direito que foi roubado por um filho falso que se aproveita da perda de memória do anterior... enfim, toda aquela baboseira televisiva de sempre.
Dentro desse mar de besterol, resta meus seriados baixados... How I Meet Your Mother entra em temporada ao mesmo tempo que The Big Bang Theory. em novembro, acho eu, tem especial Doctor Who e ano que vem entra a 5 temporada. A única coisa que me diverte...
E escrever no blog... quem sabe agora, trabalhando com computador o dia todo eu não passe a postar mais aqui.. resta saber se terei assunto.. resta saber se a vida não ficará girando como acontece a tempos.. resta saber se vou conseguir caminhar de verdade.. (opa... nada de discursos pessoais..)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson - 1959 - 2009



No dia seguinte, após um longo banho, eu me pus a pensar a perda que o mundo sofre com a morte do maior ícone Pop da história da música. Michael deixa o mundo com a sensação que alguma coisa além da própria figura humana se foi. Alguma essência, talvez, da própria humanidade se esvaiu por aquele carro dos bombeiros saindo da mansão (uma delas) de L.A. E o que poderia ser? Para falar a verdade, depois do longo banho ao som de Billie Jean, não faço ideia.

Michael Jackson, como músico pop, dançarino, performer e cantor já havia se tornado obsoleto há alguns bons anos, décadas, para falar da sobriedade do meio de 2009. Seu auge, que agora parece tão próximo a nós, ocorreu há muito tempo; um tempo de ilusões e fantasias que não sobreviveu ao imediatismo da década 00. Michael é de um tempo onde os mitos se formavam, reinavam e deixavam o mundo para um local intocado e sagrado, vide como exemplos Kurt Cobain, Janis Joplin, Jim Morrison. Mas ao contrário desses, fica claro que Jackson já havia esgotado seu poder de criação e, assim como Elvis, vivia a sombra do que foi um dia. O músico-dançarino-performer-cantor tinha ficado imortalizado, como na capa de seu álbum History, quase uma lápide em homenagem àquele que foi o maior dos maiores no pop mundial.

Depois dessa “morte artística”, sobraram os escândalos, as polêmicas, os filhos, as piadas. É inevitável que uma figura tão totêmica não se torne piada após o auge. Mas diferentemente de outros artistas mais “fracos”, essas piadas e brincadeiras não diminuíram o passado glorioso dele. E isso só foi possível porque o passado glorioso já era história. É como se Michael já tivesse morrido como artista e renascido como essa figura branca, sem nariz, que pendura filhos pela janela e abusa (há quem diga que não) de crianças. A revolta (se é que houve) da opinião pública com certas atitudes de “popstar” de Michael se restringiu a essa nova pessoa que surgiu com a morte do artista. O Mito permaneceu intocado em suas danças, sua voz, seus olhares.

Mas o destino dos grandes é tão absurdo quanto as fatalidades da vida. Michael havia agendado 50 shows em Londres no que seria a sua despedida, justamente dessa fase mítica. Uma despedida tardia, já que o mito havia se formado décadas antes e no momento ele era apenas um espectro cadavérico do que foi um dia. E em sua necessidade de provar (como se ele precisasse) que merecia a coroa a ele delegada, estava ensaiando exaustivamente, ao que dizem, suas danças e cantos para encantar uma última vez o mundo com sua beleza de artista pop. Tentativa que foi interrompida por uma parada cardíaca de um ser humano que possuía doenças que não conhecemos e que fizemos questão de ignorar e satirizar (ou algum de vocês realmente acreditou que ele quis ficar branco?).

A morte do homem Michael completa um ciclo bizarro do showbizz, um artista nasce, cresce, decai, morre e morre. Alguns nascem, crescem e morrem, outros nascem cres..., morrem. Mas com ele aconteceu uma peculiaridade, como não poderia deixar de ser: Michael, nasceu, cresceu,cresceu, cresceu, tornou-se mito, decaiu e se tornou algo que não era aquela criança cantando Ben, se tornou algo que não era aquele jovem de Don´t stop ‘till you get enough, nem aquele homem mal de Thriller ou Bad. Michael se tornou alguém que poderia morrer. E morreu como grande artista, envolto em polêmicas e dúvidas.

O que resta é pensar: e daqui pra frente. Num mundo que não cultua mitos, que não cria referências eternas. Com quem vamos dançar? Em quem vamos acreditar. Não se preocupe. O verdadeiro Michael Jackson esteve e sempre estará aí. Não aquele que morreu, mas aquele de seu auge. Assim como Elvis, em breve, surgirão boatos de jogada de marketing, que tudo não passou de uma grande farsa. Porque o Michael que todos aprendemos a amar não morre. Nunca morrerá. Basta ligar o rádio em alguma FM neste exato momento e você poderá ouvi-lo dizer em alto e bom som que estará aí, que é só chamar o nome dele e aí ele estará.